Foi assim...
Uma luz brilhou no céu de noite
Com a cor dos olhos de mamãe
Olhos que me vêem bom
Mas, bom é o Pai
Que me deu olhos marrons
E uma estrela cadente
Me fez gente boa
Foi assim...
Um sorriso brotou do fundo da alegria que senti
Deslizando por um caminho longo,
Como se fosse dar ao sol, tendo-o em frente,
Como alguém que gosta da gente ainda tão cedo
Depois, as lágrimas surgiram
Deslizando por um caminho que ensina amar,
Como se eu fosse um grão de areia que não pudesse percebê-las
Como se fosse o mar, a estrada
Como se o que sinto me transformasse o pensamento
A montanha rompe seu silêncio ao ver a lua. Como um cenário, Eu, a montanha quieta. A lua em suas fases, suas faces, me altera a beleza. Percorre minha silhueta, revelando-me.
terça-feira, 3 de julho de 2007
A quem for
Seja quem quer que for que for buscar
Seja o que é que for que for levar
Eu já conheço.
Sei do sorriso que quero dar e do olhar que irei receber.
Ambos são bons demais para serem ignorados
Seja o que é que for que for levar
Eu já conheço.
Sei do sorriso que quero dar e do olhar que irei receber.
Ambos são bons demais para serem ignorados
terça-feira, 26 de junho de 2007
Poesia, ainda não vos mereço
Oh pai...
Por que meus olhos se enchem de água ao ver a lua?
Por que a beleza de uma flor me faz chorar?
Por que há sempre uma canção em minha boca?
E por que não consigo cantar?
De onde essa lembrança boa sobre minha infância?
E por que no espelho vejo minha´alma nua?
Pai, deixa eu ser?!!!
Pouco tenho, nada valho
A gota de orvalho na flor, pela manhã é maior que eu
Nela cabe todo universo que pode ser visto pelo poeta
Eu, não sou anjo, nem nada
Nada percebo
A razão não me permite provar o sabor do riacho descendo a montanha
Água de beber, quero é para escutar.
Sol na linha do horizonte, quero é sentir
Vida me apraz
Mas não há prazo
Nem pressa
Nem preço
Há preso.
Então pai, deixa!...
... deixa eu ser?!!!
Por que meus olhos se enchem de água ao ver a lua?
Por que a beleza de uma flor me faz chorar?
Por que há sempre uma canção em minha boca?
E por que não consigo cantar?
De onde essa lembrança boa sobre minha infância?
E por que no espelho vejo minha´alma nua?
Pai, deixa eu ser?!!!
Pouco tenho, nada valho
A gota de orvalho na flor, pela manhã é maior que eu
Nela cabe todo universo que pode ser visto pelo poeta
Eu, não sou anjo, nem nada
Nada percebo
A razão não me permite provar o sabor do riacho descendo a montanha
Água de beber, quero é para escutar.
Sol na linha do horizonte, quero é sentir
Vida me apraz
Mas não há prazo
Nem pressa
Nem preço
Há preso.
Então pai, deixa!...
... deixa eu ser?!!!
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Dia a dia
De dia, me sinto menino
Desenho um sol, contente
No canto da folha azul
Para ter sossego
A noite, menino crescido.
Pinto uma lua, cheia
No oco a minha frente
Para namorar com pouca luz
Madrugada, sou outro.
No escuro quarto
Pinto cama e me deito,
Adulto
Adormeço esperando o dia.
Desenho um sol, contente
No canto da folha azul
Para ter sossego
A noite, menino crescido.
Pinto uma lua, cheia
No oco a minha frente
Para namorar com pouca luz
Madrugada, sou outro.
No escuro quarto
Pinto cama e me deito,
Adulto
Adormeço esperando o dia.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Talvez um talvez
Permaneço calado
Se melhor pra mim, não sei.
E Talvez por medo de ver o que penso
Talvez pelo tempo parado
Talvez pela saudade
Talvez pelo silêncio
Talvez por ficar na vontade
Talvez por ficar no olhar
Talvez por estar aqui,
Fico mudo.
Percebo apenas, que diante de tudo, mudei.
Se melhor pra mim, não sei.
Se melhor pra mim, não sei.
E Talvez por medo de ver o que penso
Talvez pelo tempo parado
Talvez pela saudade
Talvez pelo silêncio
Talvez por ficar na vontade
Talvez por ficar no olhar
Talvez por estar aqui,
Fico mudo.
Percebo apenas, que diante de tudo, mudei.
Se melhor pra mim, não sei.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Busco apenas ...
Não temo dizer o que penso ou sinto.
Mas como fazê-lo sem que a tristeza me invada?
Enquanto olho tua imagem, falo a tua doce alma.
Mas não me movimento.
E por um momento, o sorriso estático que vejo, te traz para perto.
E tu, menina, me acolhe em teu seio enquanto choro.
Tua alma me ama como se eu fosse bom.
Passo as mãos em teus cabelos, te peço um beijo e me dás.
Enxugas minhas lágrimas e me sorri para eu ficar feliz.
Eu?...
Dissolvo-me em teus braços.
Deixo-me absorver em teu corpo.
Nessa hora sou “nós”.
E então não falo.
Busco apenas ouvir tua voz
Mas como fazê-lo sem que a tristeza me invada?
Enquanto olho tua imagem, falo a tua doce alma.
Mas não me movimento.
E por um momento, o sorriso estático que vejo, te traz para perto.
E tu, menina, me acolhe em teu seio enquanto choro.
Tua alma me ama como se eu fosse bom.
Passo as mãos em teus cabelos, te peço um beijo e me dás.
Enxugas minhas lágrimas e me sorri para eu ficar feliz.
Eu?...
Dissolvo-me em teus braços.
Deixo-me absorver em teu corpo.
Nessa hora sou “nós”.
E então não falo.
Busco apenas ouvir tua voz
Auto-retrato
eu, menino travesso
choro e não falo
falo e não penso
penso, logo não faço.
tomo beijo sem sair correndo
toco o silêncio
chego sem pedir licença
saio sem pedir perdão
choro e não falo
falo e não penso
penso, logo não faço.
tomo beijo sem sair correndo
toco o silêncio
chego sem pedir licença
saio sem pedir perdão
terça-feira, 12 de junho de 2007
Volta
Volto amanhã
Quando retornar, me escute de maneira calma
Sabendo que carrego na alma espinhos.
Eu mesmos os plantei e colhi
E agora, andam comigo
Sim... Volto amanhã
Me ouça com a paciência de quem ama
Esqueça a janela aberta, a chama acesa
Pode ser que eu volte sem esperança
E quando eu começar a falar
Me ouça de maneira calma
Ouça minha alma, femininamente.
Quando retornar, me escute de maneira calma
Sabendo que carrego na alma espinhos.
Eu mesmos os plantei e colhi
E agora, andam comigo
Sim... Volto amanhã
Me ouça com a paciência de quem ama
Esqueça a janela aberta, a chama acesa
Pode ser que eu volte sem esperança
E quando eu começar a falar
Me ouça de maneira calma
Ouça minha alma, femininamente.
sábado, 9 de junho de 2007
Dorme menina...
Ao te ver assim
Dormindo
Te amo!
... te busco pra mim, adormecida
Bela
Te pego no colo para te acordar
Sorrindo
E no meu colo descansas
Porque gosto de te ver assim
Te chamo!
... te busco para ninar
Beijo tua face
Levo teu perfume
E vou...
Pois gosto de viver assim
Dormindo
Te amo!
... te busco pra mim, adormecida
Bela
Te pego no colo para te acordar
Sorrindo
E no meu colo descansas
Porque gosto de te ver assim
Te chamo!
... te busco para ninar
Beijo tua face
Levo teu perfume
E vou...
Pois gosto de viver assim
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Assim seja...
Oh Pai,
não deixe que minha razão cale os sentimentos que me destes.
Da-me leveza nas mãos para tocar a alma de quem amo.
Tira-me da dor que sinto, a dor que causo.
Que eu possa, no silêncio da noite, falar, ouvir e ver, ainda que por instantes, o sorriso da flor que carrego.
Pai...
Que eu me contente com o muito que posso ter.
E não diga coisas sem sentido, ou que não possa cumprir.
Que eu seja quem sou, mas só doe o que tiver de bom. Apenas o que faça feliz.
Que a compreensão seja presente.
Que o tempo passe devagar.
E que eu aprenda e ensine.
Pai, deixe eu ser poeta.
Que todo dia me apaixone pela primeira vez.
E possa amar todo o dia.
E por hora, da-me forças para suportar-me.
(ouvindo alma nua - Vander Lee)
não deixe que minha razão cale os sentimentos que me destes.
Da-me leveza nas mãos para tocar a alma de quem amo.
Tira-me da dor que sinto, a dor que causo.
Que eu possa, no silêncio da noite, falar, ouvir e ver, ainda que por instantes, o sorriso da flor que carrego.
Pai...
Que eu me contente com o muito que posso ter.
E não diga coisas sem sentido, ou que não possa cumprir.
Que eu seja quem sou, mas só doe o que tiver de bom. Apenas o que faça feliz.
Que a compreensão seja presente.
Que o tempo passe devagar.
E que eu aprenda e ensine.
Pai, deixe eu ser poeta.
Que todo dia me apaixone pela primeira vez.
E possa amar todo o dia.
E por hora, da-me forças para suportar-me.
(ouvindo alma nua - Vander Lee)
Olhar Melhora
tua alma me olha como se eu fosse bom
provoca em mim o desejo ser bom verdadeiramente
divido minha alma
parte ofereço para que plante em mim
uma semente que cresça e floreça esperança
outra parte, despejo sobre ti, banhando-te
para que me absorvas inteiro pela metade
para que me traga a vida
para que possas viver
me olhando
apesar de eu ser quem sou
provoca em mim o desejo ser bom verdadeiramente
divido minha alma
parte ofereço para que plante em mim
uma semente que cresça e floreça esperança
outra parte, despejo sobre ti, banhando-te
para que me absorvas inteiro pela metade
para que me traga a vida
para que possas viver
me olhando
apesar de eu ser quem sou
segunda-feira, 28 de maio de 2007
O Inverno Chegara
os seis meses não se alteraram
dois dias se passaram
e é como se o tempo tivesse parado
não houve lunação?
não. não houve!...
não vê?
nada mais é contado,
nem algo que alegre ou que me faça melhor
nada mais é visto,
medo que me quebre, partindo, em dois ou seis.
no coração que habita meu peito oco,
três badaladas, antes que o galo cante
me convidando ao dia de cada dia
o inverno chegara
com ele, o frio e a noite clara,
que permitem ver um halo ao redor da lua, sua nova companhia.
na oca toca do espaço que habita,
o silêncio anuncia o momento do urso hibernar
dois dias se passaram
e é como se o tempo tivesse parado
não houve lunação?
não. não houve!...
não vê?
nada mais é contado,
nem algo que alegre ou que me faça melhor
nada mais é visto,
medo que me quebre, partindo, em dois ou seis.
no coração que habita meu peito oco,
três badaladas, antes que o galo cante
me convidando ao dia de cada dia
o inverno chegara
com ele, o frio e a noite clara,
que permitem ver um halo ao redor da lua, sua nova companhia.
na oca toca do espaço que habita,
o silêncio anuncia o momento do urso hibernar
terça-feira, 22 de maio de 2007
Ovelha Desgarrada
Sinto me como ovelha desgarrada
Dormindo a beira da estrada
A espera de um pastor que me queira.
Que me ame.
Que tire de mim o negro que me separa e me inclui
Sinto que durmo enquanto é dia.
Durmo com fome
Com medo de acordar, ja que o sono me alimenta.
Espero um pastor que tire de mim o medo.
Que me traga uma espada
Que promova a divisão
Que me faça acordar
Que tire de mim a esperança.
Que me tire de mim.
Eu, que não sou anjo, nem nada
Que gosto de chuva e caminho ao vento,
Sou apenas terra árida, necessitando de humidade
E só agora percebo.
Só, agora percebo.
Dormindo a beira da estrada
A espera de um pastor que me queira.
Que me ame.
Que tire de mim o negro que me separa e me inclui
Sinto que durmo enquanto é dia.
Durmo com fome
Com medo de acordar, ja que o sono me alimenta.
Espero um pastor que tire de mim o medo.
Que me traga uma espada
Que promova a divisão
Que me faça acordar
Que tire de mim a esperança.
Que me tire de mim.
Eu, que não sou anjo, nem nada
Que gosto de chuva e caminho ao vento,
Sou apenas terra árida, necessitando de humidade
E só agora percebo.
Só, agora percebo.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Enquanto a estrada passa...
A caminho de casa
Tenho-te no pensamento
Ao meu lado.
Eu calado, te olho docemente
E ali permaneço enquanto a estrada passa.
Busco canções para cantar a lua
Peço a ela que cante para ti
Esperando alcance tua alma
Prepare minha chegada
A caminho de casa
Tenho-te ao meu lado
Olhando docemente a estrada
E eu, de pensamento calado,
Ali permaneço
Observando tudo que passa.
A lua canta
Encanta minha alma
Deixo de ser eu mesmo
Passo a ser nós.
Tenho-te no pensamento
Ao meu lado.
Eu calado, te olho docemente
E ali permaneço enquanto a estrada passa.
Busco canções para cantar a lua
Peço a ela que cante para ti
Esperando alcance tua alma
Prepare minha chegada
A caminho de casa
Tenho-te ao meu lado
Olhando docemente a estrada
E eu, de pensamento calado,
Ali permaneço
Observando tudo que passa.
A lua canta
Encanta minha alma
Deixo de ser eu mesmo
Passo a ser nós.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Decepção
pé de mulher
pede
carinho
eu dou
mão de mulher
manda
viver
eu vou
alma de mulher
almeja
o bom
... não sou
pede
carinho
eu dou
mão de mulher
manda
viver
eu vou
alma de mulher
almeja
o bom
... não sou
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Um dia de fuga
Hoje resolvi sair da terra em que sou
Que habito
Fugi, num vôo distante
Daquele bem alto, onde se vê a terra pequena
Parada
Serena
Voei...
Não o vôo em V dos gansos
Um vôo solitário, gaivota, Capelo
Como era dia claro, havia um sol no canto direito, aquecendo meu corpo transformado.
Eu, terra, em movimento
Aproveitei a fuga para experimentar as nuvens
Busquei umidade para minha aridez
Como era dia claro, não havia lua no canto
Nem mesmo um canto havia
Nem mesmo lucidez
Percebi as asas que não tenho
Sentimento Razão
Fugi para a terra, que conheço
Que habito
De onde vejo o céu claro
Pequeno
Parado
Que habito
Fugi, num vôo distante
Daquele bem alto, onde se vê a terra pequena
Parada
Serena
Voei...
Não o vôo em V dos gansos
Um vôo solitário, gaivota, Capelo
Como era dia claro, havia um sol no canto direito, aquecendo meu corpo transformado.
Eu, terra, em movimento
Aproveitei a fuga para experimentar as nuvens
Busquei umidade para minha aridez
Como era dia claro, não havia lua no canto
Nem mesmo um canto havia
Nem mesmo lucidez
Percebi as asas que não tenho
Sentimento Razão
Fugi para a terra, que conheço
Que habito
De onde vejo o céu claro
Pequeno
Parado
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Se...
Se eu conseguisse falar ao papel tudo o que tenho a dizer,
Se todo verde me levasse ao Brasil,
Se a canção não trouxesse ninguém,
Se a saudade não fosse voltar,
Se a razão me deixasse provar,
Se um erro me ensinasse,
E eu não me comparasse com Adélia,
um poema melhor eu teria
falando sobre canção e saudade
dizendo o que aprendi ao acertar
mostrando a única pessoa que sou
e que nesse momento posso ter tudo
Se eu conseguir falar ao papel...
Se todo verde me levasse ao Brasil,
Se a canção não trouxesse ninguém,
Se a saudade não fosse voltar,
Se a razão me deixasse provar,
Se um erro me ensinasse,
E eu não me comparasse com Adélia,
um poema melhor eu teria
falando sobre canção e saudade
dizendo o que aprendi ao acertar
mostrando a única pessoa que sou
e que nesse momento posso ter tudo
Se eu conseguir falar ao papel...
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Meu elemento
Meu regente é terra, Terra meu elemento.
Talvez por isso, lentamente, me mova.
Por isso eu seja árido, não fecunde semente.
Deus, chova em mim.
Que não seja pouco, para que me encharque.
Que não seja muito, para que não me transforme em pântano.
Deus, um galho caia em mim, apodreça e me fertilize.
A Flor que trago ao meu lado sente sede e só pode contar com a chuva, que vez por outra vem. O orvalho que outrora caia na madrugada não a alimenta.
Preciso de rios descendo em minhas montanhas. Os que corriam passaram sem que eu deles cuidasse e agora minha flor está sedenta.
É dia de lunação. Hoje não corro para as montanhas, nem observo a lua distante.
Ficarei em um quarto vazio, sem janela, sem piso, sem teto.
Deus, me atenda, ainda que não compreenda o que quer de mim.
Menos ainda, o que quer para mim.
Talvez por isso, lentamente, me mova.
Por isso eu seja árido, não fecunde semente.
Deus, chova em mim.
Que não seja pouco, para que me encharque.
Que não seja muito, para que não me transforme em pântano.
Deus, um galho caia em mim, apodreça e me fertilize.
A Flor que trago ao meu lado sente sede e só pode contar com a chuva, que vez por outra vem. O orvalho que outrora caia na madrugada não a alimenta.
Preciso de rios descendo em minhas montanhas. Os que corriam passaram sem que eu deles cuidasse e agora minha flor está sedenta.
É dia de lunação. Hoje não corro para as montanhas, nem observo a lua distante.
Ficarei em um quarto vazio, sem janela, sem piso, sem teto.
Deus, me atenda, ainda que não compreenda o que quer de mim.
Menos ainda, o que quer para mim.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Uma fala ou toque
Por amar,
Permaneço calado, a procura de um riacho para por meus pés
Onde eu possa desaguar, confluir e buscar o mar.
Mas o fluxo estancado no leito, no oco do peito,
Só, consegue transbordar.
Então choro.
Espero a cada noite um toque seu
Eu, que não sou anjo, nem nada.
Espero por uma fala sua,
Que desobstrua meus sentimentos, que estanque as lágrimas.
E permita dizer de minha sinceridade, do quanto é bom esta caminhada.
Permaneço calado, a procura de um riacho para por meus pés
Onde eu possa desaguar, confluir e buscar o mar.
Mas o fluxo estancado no leito, no oco do peito,
Só, consegue transbordar.
Então choro.
Espero a cada noite um toque seu
Eu, que não sou anjo, nem nada.
Espero por uma fala sua,
Que desobstrua meus sentimentos, que estanque as lágrimas.
E permita dizer de minha sinceridade, do quanto é bom esta caminhada.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Ainda é cedo
Ainda é cedo,
E vou trocando as pernas
Cansado e atento,
No caminho de volta
Eu, a chuva e a cigarra
Cada um com seu som,
continuos, movimentando no ar.
Me alegro com a chuva
Que agrada a cigarra
Que canta para mim
Voaria caso quisesse,
No entanto vou trocando as pernas
Cansado e atento
Desfrutando cada momento desse diálogo
E de olhos úmidos, começo a cantar
Sentindo saudade de seus olhos
Que tão distantes tocam meu peito
Só, agora percebo que fala não é o que espero
Nem espero que tudo passe
Só, agora percebo que estamos calados
E Silêncio não é o que quero
Nem espero por tudo, parado.
Percebo que não sou anjo, nem nada
Apenas terra árida esperando tua umidade.
E enquanto pego o caminho de volta
Vejo tudo que não vi na ida.
Apanho vento com a boca,
Degusto e solto pelas narinas
Aquecido com meu prazer
Outro tanto, sinto com os olhos
Que devolvem, alegremente, lágrimas
E a calada noite fala-me em silêncio,
Como posso encontrar, sem estar
Afoito ou tranquilo,
A beleza de viver na calada da noite.
E vou trocando as pernas
Cansado e atento,
No caminho de volta
Eu, a chuva e a cigarra
Cada um com seu som,
continuos, movimentando no ar.
Me alegro com a chuva
Que agrada a cigarra
Que canta para mim
Voaria caso quisesse,
No entanto vou trocando as pernas
Cansado e atento
Desfrutando cada momento desse diálogo
E de olhos úmidos, começo a cantar
Sentindo saudade de seus olhos
Que tão distantes tocam meu peito
Só, agora percebo que fala não é o que espero
Nem espero que tudo passe
Só, agora percebo que estamos calados
E Silêncio não é o que quero
Nem espero por tudo, parado.
Percebo que não sou anjo, nem nada
Apenas terra árida esperando tua umidade.
E enquanto pego o caminho de volta
Vejo tudo que não vi na ida.
Apanho vento com a boca,
Degusto e solto pelas narinas
Aquecido com meu prazer
Outro tanto, sinto com os olhos
Que devolvem, alegremente, lágrimas
E a calada noite fala-me em silêncio,
Como posso encontrar, sem estar
Afoito ou tranquilo,
A beleza de viver na calada da noite.
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Desconstrução
Algumas paredes da casa em que vivo foram derrubadas.
Estava tudo certo. Quase tudo funcionando.
Mas elas caíram e já não há onde pisar.
Precisei mudar a posição dos móveis.
Outro quarto foi necessário.
E já não tenho mais as coisas nos locais onde estavam.
Eu..., virginiano "organizadinho", com quase tudo no lugar certo,
Não posso dependurar quadros na parede.
Muito menos endireitá-los.
Quero ficar e ver os azulejos serem quebrados e opinar sobre a tinta que será usada.
Sair da casa não adianta.
Enquanto não acabar, nada adianta.
Não mais reclamarei da poeira.
Simplesmente deixarei as lágrimas caírem para que os olhos fiquem limpos e possa ver a mudança.
Imagino que a vizinhança nada perceba, pois tudo se dá no interior.
Por fora, a mesma casa de trinta e tantos anos.
Flor no jardim, Lua no céu.
Cada uma em seu lugar, cada uma com sua beleza.
E eu!?
E eu as observo diariamente, pois não quero que os tijolos velhos das paredes velhas as alcancem.
Espero amanheça.
Espero que o Sol traga luz ao meu dia, para que perceba a parte da casa que esta de pé.
Estava tudo certo. Quase tudo funcionando.
Mas elas caíram e já não há onde pisar.
Precisei mudar a posição dos móveis.
Outro quarto foi necessário.
E já não tenho mais as coisas nos locais onde estavam.
Eu..., virginiano "organizadinho", com quase tudo no lugar certo,
Não posso dependurar quadros na parede.
Muito menos endireitá-los.
Quero ficar e ver os azulejos serem quebrados e opinar sobre a tinta que será usada.
Sair da casa não adianta.
Enquanto não acabar, nada adianta.
Não mais reclamarei da poeira.
Simplesmente deixarei as lágrimas caírem para que os olhos fiquem limpos e possa ver a mudança.
Imagino que a vizinhança nada perceba, pois tudo se dá no interior.
Por fora, a mesma casa de trinta e tantos anos.
Flor no jardim, Lua no céu.
Cada uma em seu lugar, cada uma com sua beleza.
E eu!?
E eu as observo diariamente, pois não quero que os tijolos velhos das paredes velhas as alcancem.
Espero amanheça.
Espero que o Sol traga luz ao meu dia, para que perceba a parte da casa que esta de pé.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Distante de mim
Estou distante de mim.
Afastando-me, um pouco a cada dia,
De minha vida,
Caminho em outra direção.
Levo comigo o que sinto e penso. Apenas.
Alguém caminha a meu lado, mas não o vejo.
Tento fazer silêncio para ouvir o que diz
Mas sou rebelde.
Quero apenas alguém que me ouça.
Um alguém distante, que existe apenas no campo das idéias e dos sonhos.
Vejo que sou outdoor
Não preciso falar nada
Todos percebem meu estado de anjo que ainda não nasceu.
Todos sabem que sou terra árida
Parada a beira da estrada
Com os sentimentos excluindo minha fala.
E não importa o que diga
A lua percorre o céu
A flor busca a terra
E eu ...!?
Caminho em outra direção...
Talvez consiga fazer o caminho de volta
Mesmo tendo passado da linha limite.
Mesmo tendo atado tantos nós.
Mesmo que esteja tão distante de mim
Afastando-me, um pouco a cada dia,
De minha vida,
Caminho em outra direção.
Levo comigo o que sinto e penso. Apenas.
Alguém caminha a meu lado, mas não o vejo.
Tento fazer silêncio para ouvir o que diz
Mas sou rebelde.
Quero apenas alguém que me ouça.
Um alguém distante, que existe apenas no campo das idéias e dos sonhos.
Vejo que sou outdoor
Não preciso falar nada
Todos percebem meu estado de anjo que ainda não nasceu.
Todos sabem que sou terra árida
Parada a beira da estrada
Com os sentimentos excluindo minha fala.
E não importa o que diga
A lua percorre o céu
A flor busca a terra
E eu ...!?
Caminho em outra direção...
Talvez consiga fazer o caminho de volta
Mesmo tendo passado da linha limite.
Mesmo tendo atado tantos nós.
Mesmo que esteja tão distante de mim
quarta-feira, 28 de março de 2007
Pela primeira vez
Após o passeio na mata,
Me vi diferente
Ao te ver novamente pela primeira vez
De boca úmida, silenciosa,
Escutavas a água correndo ao teu lado.
A partir daí, nada de chuva
Nada de canto, nada de pranto ou dor
Iluminada, diante de mim.
E eu, que não sou anjo, nem nada,
Nem mesmo o vento sentia,
Nem mesmo meu nome sabia.
Permaneci calado, mãos inquietas e pulso acelerado
Pus meus pés no riacho
Desejando um toque teu.
Calado, espero que teu amor me dissolva, me derreta
Que me faça iluminado, diferente
ou que permita te veja novamente
Pela primeira vez.
Me vi diferente
Ao te ver novamente pela primeira vez
De boca úmida, silenciosa,
Escutavas a água correndo ao teu lado.
A partir daí, nada de chuva
Nada de canto, nada de pranto ou dor
Iluminada, diante de mim.
E eu, que não sou anjo, nem nada,
Nem mesmo o vento sentia,
Nem mesmo meu nome sabia.
Permaneci calado, mãos inquietas e pulso acelerado
Pus meus pés no riacho
Desejando um toque teu.
Calado, espero que teu amor me dissolva, me derreta
Que me faça iluminado, diferente
ou que permita te veja novamente
Pela primeira vez.
quarta-feira, 21 de março de 2007
Encontro
Manhã...
O caminho que sigo me mostra o mar
Também o que há na alma que me acompanha
E eu vejo,
Me mostro,
Me vejo.
Noite...
O caminho que sigo me ensina amar
E vejo a lua sair da água que sai do chão
Ensaio um rumo
Saio em rumo a um belo horizonte
Em busca na voz que não ouço agora.
Então, a lua me mostra Deus
E eu vejo,
Me escondo,
Me vejo.
Meu mundo passa a ser um grão de areia.
O caminho que sigo me mostra o mar
Também o que há na alma que me acompanha
E eu vejo,
Me mostro,
Me vejo.
Noite...
O caminho que sigo me ensina amar
E vejo a lua sair da água que sai do chão
Ensaio um rumo
Saio em rumo a um belo horizonte
Em busca na voz que não ouço agora.
Então, a lua me mostra Deus
E eu vejo,
Me escondo,
Me vejo.
Meu mundo passa a ser um grão de areia.
quinta-feira, 15 de março de 2007
Papel em Branco
Que Deus me livre de papel em branco.
Olha-me como se me desafiasse
Como se eu, de poucas palavras e idéias, soubesse o que ele quer de mim.
Ora veja! Por mim, ficará ai. Em branco, como veio ao mundo.
Não posso preenchê-lo toda vez que me solicita.
Posso no máximo, e é bom que fique claro, pincelar monossílabos concordando com o que ele afirma.
Precisa entender. Sou virginiano.
Escrever ou pintar a partir do branco deve ser tarefa para arianos. Esses sim sabem se expressar, dar a luz.
Lembro-me um programa de TV de minha infância, onde um pincel molhado era passado em uma tela branca e um desenho lindamente colorido surgia aos meus olhos.
Que prático!
É isso que me falta hoje. Um pincel molhado.
Em duas ou três pinceladas minha agonia iria embora.
Fixaria o olhar na imagem revelada, conhecida antes mesmo do primeiro toque.
Pegaria no colo e a abraçaria, como uma mãe ao filho concebido.
Mas meu amor de mãe ainda não nasceu.
E por isso peço a Deus: Só por hoje, me livre de papel branco.
Pois estou só. E em duas ou três pinceladas a imagem revelada com água, seria colocada no colo. Eu a abraçaria como um homem abraça a mulher que ama, conhecida mesmo antes de vê-la.
Nesse quadro, pediria outras folhas mais e pintaria uma vida ao lado dessa imagem.
Em cada uma, um lugar. Em cada uma, um sentimento.
E como conheço pouco o que sinto,
Peço; Deus, me livre de papel em branco.
Olha-me como se me desafiasse
Como se eu, de poucas palavras e idéias, soubesse o que ele quer de mim.
Ora veja! Por mim, ficará ai. Em branco, como veio ao mundo.
Não posso preenchê-lo toda vez que me solicita.
Posso no máximo, e é bom que fique claro, pincelar monossílabos concordando com o que ele afirma.
Precisa entender. Sou virginiano.
Escrever ou pintar a partir do branco deve ser tarefa para arianos. Esses sim sabem se expressar, dar a luz.
Lembro-me um programa de TV de minha infância, onde um pincel molhado era passado em uma tela branca e um desenho lindamente colorido surgia aos meus olhos.
Que prático!
É isso que me falta hoje. Um pincel molhado.
Em duas ou três pinceladas minha agonia iria embora.
Fixaria o olhar na imagem revelada, conhecida antes mesmo do primeiro toque.
Pegaria no colo e a abraçaria, como uma mãe ao filho concebido.
Mas meu amor de mãe ainda não nasceu.
E por isso peço a Deus: Só por hoje, me livre de papel branco.
Pois estou só. E em duas ou três pinceladas a imagem revelada com água, seria colocada no colo. Eu a abraçaria como um homem abraça a mulher que ama, conhecida mesmo antes de vê-la.
Nesse quadro, pediria outras folhas mais e pintaria uma vida ao lado dessa imagem.
Em cada uma, um lugar. Em cada uma, um sentimento.
E como conheço pouco o que sinto,
Peço; Deus, me livre de papel em branco.
quarta-feira, 7 de março de 2007
Na chegada do inverno
Assim, quando percebi que lua veio de longe
Voava partindo
Em outra direção
Retirando de mim,
Que não sou anjo nem nada,
Suas asas de paixão.
E já não vôo como antes.
Mas não choro por isso
Tenho ainda lembranças
E também a esperança de aprender
Dizer "la mer"
Tenho a certeza de que as aves voam
Na chegada do inverno
Deixando a terra ainda cedo
Para não sentirem frio,
Para não ficarem sem sol,
Para não ficarem sós.
Voava partindo
Em outra direção
Retirando de mim,
Que não sou anjo nem nada,
Suas asas de paixão.
E já não vôo como antes.
Mas não choro por isso
Tenho ainda lembranças
E também a esperança de aprender
Dizer "la mer"
Tenho a certeza de que as aves voam
Na chegada do inverno
Deixando a terra ainda cedo
Para não sentirem frio,
Para não ficarem sem sol,
Para não ficarem sós.
Alguém me Escute
E o que desejo agora é alguem que me escute de maneira calma.
Alguém que seja luz suave e me ajude a suportar o terror da noite.
Alguém que em sua presença não precise falar.
Que não ria do meu choro,
Que não chore com meu riso.
Preciso que ouça minha dor
Mesmo que eu não fale,
Mesmo que me cale em meio a uma frase
Quero alguém assim...
Embora não mereça, preciso.
Alguém que me tire da beira da estrada
Caminhe comigo para eu me refazer
Que perceba meu ritmo de vida que não parou
Perceba meu amor que não nasceu
Quando eu começar a falar,
Preciso de alguém que me ouça femininamente
Com a paciência de quem ama
Antes que perca o tempo a lua, a flor
Antes que me perca sem sons, sem tamanho.
Solitário.
Alguém que seja luz suave e me ajude a suportar o terror da noite.
Alguém que em sua presença não precise falar.
Que não ria do meu choro,
Que não chore com meu riso.
Preciso que ouça minha dor
Mesmo que eu não fale,
Mesmo que me cale em meio a uma frase
Quero alguém assim...
Embora não mereça, preciso.
Alguém que me tire da beira da estrada
Caminhe comigo para eu me refazer
Que perceba meu ritmo de vida que não parou
Perceba meu amor que não nasceu
Quando eu começar a falar,
Preciso de alguém que me ouça femininamente
Com a paciência de quem ama
Antes que perca o tempo a lua, a flor
Antes que me perca sem sons, sem tamanho.
Solitário.
segunda-feira, 5 de março de 2007
A Caminho de Casa
Ando a caminho de casa
Não ouço a chuva que, outrora, molhava minha alma
A cigarra não me mostra seu canto
E ainda assim, alegria é o que há
No canto esquerdo de meu peito.
É nesse caminho que sigo,
Que cheiro a flor que carrego.
E embora o medo de pecar
Construo versos de paixão
Com o coração obssecado
Vigiado pela razão
Que não percebe a quem amo
Agora tento fazer disso um tema,
Um poema, um conjunto de palavras sem rimas:
"EMA, APENAS AVE.
APENAS NOME, QUANDO ISOLADO DE "PO"
PALAVRA PEQUENA QUE ME MOVE AGORA
QUE ME FAZ IMAGINAR ALGO QUE PODERIA SER DITO CASO EU FOSSE POETA
QUE ME FAZ DAR VOLTAS E VOLTAR..."
Com vontade de andar na chuva
Onde cada gota me toca o ombro
Como se me chamasse: Watt... Watt
E tendo muito o que dizer, fico calado
Surge então a saudade, o desejo e o silêncio
Que me impelem, que me impedem
(E talvez por isso, estejam aqui...)
E eu, mudo, diante de ti
Percebo meu mundo distante de ti
Não ouço a chuva que, outrora, molhava minha alma
A cigarra não me mostra seu canto
E ainda assim, alegria é o que há
No canto esquerdo de meu peito.
É nesse caminho que sigo,
Que cheiro a flor que carrego.
E embora o medo de pecar
Construo versos de paixão
Com o coração obssecado
Vigiado pela razão
Que não percebe a quem amo
Agora tento fazer disso um tema,
Um poema, um conjunto de palavras sem rimas:
"EMA, APENAS AVE.
APENAS NOME, QUANDO ISOLADO DE "PO"
PALAVRA PEQUENA QUE ME MOVE AGORA
QUE ME FAZ IMAGINAR ALGO QUE PODERIA SER DITO CASO EU FOSSE POETA
QUE ME FAZ DAR VOLTAS E VOLTAR..."
Com vontade de andar na chuva
Onde cada gota me toca o ombro
Como se me chamasse: Watt... Watt
E tendo muito o que dizer, fico calado
Surge então a saudade, o desejo e o silêncio
Que me impelem, que me impedem
(E talvez por isso, estejam aqui...)
E eu, mudo, diante de ti
Percebo meu mundo distante de ti
Ponto Médio
Se seu sorriso não me transmitisse alegria,
Calaria tudo o que sinto e penso.
E onde a voz da razão, que me permite falar o que sinto?
Onde o sentimento então, que deixa o que penso chegar ao peito?
De onde essa lembrança que me bate agora?
E essa música que não vai embora
com a saudade que me traz você?
Tudo isso é bom?
Tudo isso é bom!
É passado, tão perto...
Tudo me mostra que não tenho nada.
Apenas um escada para subir
Um abraço para dar, carregado de canções e momentos
Sorrisos e lágrimas que irão tocar no ponto médio da razão-sentimento
E dizer:
- Já é tempo de ser feliz!
Como não conheço a força que une as pessoas
E ignoro como fazer coisas boas,
Vôo encantado no tempo
Encontrando abraços, doados com carinho
Abrindo o caminho para as lembranças dos momentos alegres que esqueci.
Calaria tudo o que sinto e penso.
E onde a voz da razão, que me permite falar o que sinto?
Onde o sentimento então, que deixa o que penso chegar ao peito?
De onde essa lembrança que me bate agora?
E essa música que não vai embora
com a saudade que me traz você?
Tudo isso é bom?
Tudo isso é bom!
É passado, tão perto...
Tudo me mostra que não tenho nada.
Apenas um escada para subir
Um abraço para dar, carregado de canções e momentos
Sorrisos e lágrimas que irão tocar no ponto médio da razão-sentimento
E dizer:
- Já é tempo de ser feliz!
Como não conheço a força que une as pessoas
E ignoro como fazer coisas boas,
Vôo encantado no tempo
Encontrando abraços, doados com carinho
Abrindo o caminho para as lembranças dos momentos alegres que esqueci.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Acordei Assim
Há muito não via a lua.
Quando o dia amanheceu, vi o céu claro, e esse era meu desejo:
Ve-la novamente. Ainda que não estivesse cheia.
Não ligo para o quarto minguante - meia face iluminada.
Ou mesmo que sua noite não tenha sido bem dormida.
Pois eu a conheço e completo a parte que não vejo.
Ela me completa a parte que vê.
Não quis esperar a noite.
Completo hoje a quarta Lunação.
E vejo sua regencia, sua polarização.
Acordei assim, querendo lua.
Não quis esperar a noite.
Solicitei-a daqui mesmo.
Deixei também que ela me visse.
Matasse minha saudade dos seus olhos me olhando.
Mudos, ficamos conversando. Ela e eu.
Minhas mãos inquietas não acenaram.
Simplesmente se estenderam tentando tocá-la.
Nem mesmo disse bom dia.
Apenas a contemplei
Enquanto minh´alma desejava uma mudança de fase
Quarto crescente - outra meia face iluminada
Hoje acordei assim,
Querendo uma lua
Para dizer do meu amor por ela.
Quando o dia amanheceu, vi o céu claro, e esse era meu desejo:
Ve-la novamente. Ainda que não estivesse cheia.
Não ligo para o quarto minguante - meia face iluminada.
Ou mesmo que sua noite não tenha sido bem dormida.
Pois eu a conheço e completo a parte que não vejo.
Ela me completa a parte que vê.
Não quis esperar a noite.
Completo hoje a quarta Lunação.
E vejo sua regencia, sua polarização.
Acordei assim, querendo lua.
Não quis esperar a noite.
Solicitei-a daqui mesmo.
Deixei também que ela me visse.
Matasse minha saudade dos seus olhos me olhando.
Mudos, ficamos conversando. Ela e eu.
Minhas mãos inquietas não acenaram.
Simplesmente se estenderam tentando tocá-la.
Nem mesmo disse bom dia.
Apenas a contemplei
Enquanto minh´alma desejava uma mudança de fase
Quarto crescente - outra meia face iluminada
Hoje acordei assim,
Querendo uma lua
Para dizer do meu amor por ela.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Sem que o tempo passe
Procuro-te agora em sonhos.
Onde posso tocar-lhe a face
Beijar-te os labios
Sentir em teu colo o cheiro de teu solo
E me plantar nele, para que eu cresça
Na tua umidade floreça
Sem que o tempo passe.
Em sonho, ponho-te a meu lado
Cantando para que eu adormeça
Me ninando, menina
Com olhar de quem cuida
De quem me quer assim
Sonhando contigo
Para que te sintas bem
Para que adormeças e sonhes comigo
Tocando meus lábios
Beijando minha face
Sentindo meu colo
Sem esperar que o tempo passe.
Onde posso tocar-lhe a face
Beijar-te os labios
Sentir em teu colo o cheiro de teu solo
E me plantar nele, para que eu cresça
Na tua umidade floreça
Sem que o tempo passe.
Em sonho, ponho-te a meu lado
Cantando para que eu adormeça
Me ninando, menina
Com olhar de quem cuida
De quem me quer assim
Sonhando contigo
Para que te sintas bem
Para que adormeças e sonhes comigo
Tocando meus lábios
Beijando minha face
Sentindo meu colo
Sem esperar que o tempo passe.
domingo, 11 de fevereiro de 2007
olhando sua janela
- E o que acha que veria?
- Você sentada a mesa, escrevendo. Umas telas inacabadas. Uma cama por fazer, a toalha ainda molhada sobre ela, um copo de leite sobre a mesa.
- Como sabe que eu deixo toalha em cima da cama?
- Não sei.
- Veria também seu pé balancando descompromissado debaixo da mesa. A blusa branca molhada pelo cabelo. Vez por outra uma modida nos labios. Vez por outra uma mordida no lapis, como quem quer se lembrar de algo.
Ficaria imóvel na janela. Passaria horas ali espiando, esperando que algo revelasse sua face pouco iluminada. Você teria a sensação de que alguém te observa, mas não veria ninguém. Quando olhasse para traz, veria apenas um retrato seu, amarelado, mas que lembra sua infância. Você menina, pequena, "opniuda", já escolhendo o que seria quando crescesse.
E somente depois de observar por horas sua casa, perceberia que preciso voltar no outro dia, com esperança de que algo se revele novo, novamente.
- Você sentada a mesa, escrevendo. Umas telas inacabadas. Uma cama por fazer, a toalha ainda molhada sobre ela, um copo de leite sobre a mesa.
- Como sabe que eu deixo toalha em cima da cama?
- Não sei.
- Veria também seu pé balancando descompromissado debaixo da mesa. A blusa branca molhada pelo cabelo. Vez por outra uma modida nos labios. Vez por outra uma mordida no lapis, como quem quer se lembrar de algo.
Ficaria imóvel na janela. Passaria horas ali espiando, esperando que algo revelasse sua face pouco iluminada. Você teria a sensação de que alguém te observa, mas não veria ninguém. Quando olhasse para traz, veria apenas um retrato seu, amarelado, mas que lembra sua infância. Você menina, pequena, "opniuda", já escolhendo o que seria quando crescesse.
E somente depois de observar por horas sua casa, perceberia que preciso voltar no outro dia, com esperança de que algo se revele novo, novamente.
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